O meu nome é Fátima Orta Jacinto e vou levar-vos numa viagem em volta dos meus mundos!
Sendo eu desde sempre muito ativa, sempre a fazer muitas coisas e com muitos interesses, decidi que um espaço com o meu nome que agregasse todos os meus projetos em curso poderia ser mais interessante do que vários espaços para cada projeto individualizado. E assim nasceu a ideia deste espaço na Web!
Aqui apresento os vários projetos que criei.
Mas, desde já apresentar-me: Fátima Orta Jacinto, nascida em 1975, arquiteta urbanista de formação, com mestrado (dos antigos) em regeneração urbana e ambiental.
Mas vamos diretos aos meus interesses, pois foi a partir deles que comecei a criar os projetos que vos irei apresentar neste espaço. Desde sempre que as plantas medicinais e os seus usos, tanto na saúde como na cosmética me interessaram.
Ainda adolescente, já fazia “experiências” com elas!
Mas também ainda adolescente, me interessava pela organização do Universo e me fascinava a astrologia, a numerologia, a geometria sagrada, as abordagens místicas e tudo o que existe e não está visível aos olhos de todos!
Fascinava e experienciava.
Pensava sempre um dia poder ter o privilégio de cuidar da terra que os meus antepassados trabalharam, de mexer nas plantas, de lhes sentir o odor que já me transportava para dentro de mim…
Quando sai do Alentejo e fui para Lisboa estudar no ensino superior, tudo isto ficou de parte. Como se tivesse guardado tudo numa gaveta para mais tarde voltar lá. Uma espécie de arquivo.
Entretanto a Vida trouxe-me novamente ao Alentejo. Trouxe-me de volta às minhas raízes. Trouxe-me de volta à terra, ao mexer na terra. E consegui criar as condições para produzir plantas medicinais.
Concluída a implementação projeto das plantas medicinais, comecei a dedicar mais tempo às experiências com os mundos invisíveis. Porque sentia que precisava. Precisava urgentemente. Precisava de tratar dos meus vários corpos. E nesse tratar fui percorrendo algumas terapias fantásticas. Algumas delas aprendi a aplicar, noutras fui somente paciente. E nesse percurso as plantas e o seu uso foram fundamentais para mim. Esse percurso também implicou eu ter que sair, abandonar as minhas plantas e o projeto que tinha construído com elas. A elas voltei, trazendo na bagagem conhecimentos que estou a aplicar elevar a minha consciência, ajudar outros a fazê-lo e transmitir o que sei.
Fátima Orta Jacinto
Falar-vos da Quinta é também falar de mim e dos meus ancestrais, de parte da minha linhagem.
Morada da minha bisavó Assunção, mãe do meu avô materno, e morada também de alguns dos meus tios avós. Não me recordo da minha bisavó Assunção, mas ela conheceu-me ainda.
Desde pequena que gostava de cá vir. Vinha com a minha tia mais nova buscar romãs e marmelos à horta! Afinal, da morada do meu avô materno avistavam-se os 2 eucaliptos que eram a minha referência para a localizar. Infelizmente essas árvores já morreram. Curiosamente morreram depois de aqui me instalar, como se já não fosse necessária aquela referência para cá chegar.
No início, poucos foram os que não duvidaram da minha sanidade mental para querer vir produzir plantas medicinais para o meio da Serra de Serpa, onde a água é escassa. Mas o meu coração sempre me levou até aqui, apesar de todas as contingências do clima, falta de água, solos pobres/delgados e alguma resistência familiar.
O afeto e a vontade de cuidar do que os meus ancestrais deixaram foi sempre a minha maior motivação e continua a ser o que me leva a insistir, persistir, a cuidar com muito Amor deste pedaço de terra em pleno Parque Natural do Vale do Guadiana.
E apesar de dela não conseguir tirar o meu sustento, fico imensamente grata à Vida pela honra que é para mim poder cuidar com Amor deste espaço como se de todo o planeta Terra se tratasse.
Mas ainda não vos disse o nome da Quinta: Vale de Cavacas!
Quando aqui comecei a instalar-me, em 2016, estavam somente sobreiros, azinheiras, algumas oliveiras, marmeleiros e romanzeiras na horta, que é a zona de vale principal. Compreendendo que o maior desafio desta terra é e será a falta de água, optei por organizar as plantações em sistema keyline, para que pudesse reter o máximo de água (aquando das chuvadas) e esta fosse encaminhada para as zonas mais secas. A produção é, sempre foi e enquanto for eu a cuidar deste lugar, em modo biológico. Aliás, a certificação é desde o início em modo biológico, mas eu sempre quis ir além disso…
A minha ligação aos ciclos planetários pela mão da astrologia levou-me inevitavelmente à agricultura biodinâmica. Mesmo tendo estado afastada da Quinta em 2021 e 2022, e em que foram interrompidos os trabalhos neste âmbito, o meu regresso significa o regresso das práticas associadas à agricultura biodinâmica. Porque para mim são as práticas que fazem sentido manter, pois são reveladoras de um profundo respeito pela ancestralidade do cuidado da terra, aliada aos conhecimentos astronómicos e ao uso das plantas para curarem o solo e plantas.
E são as plantas medicinais, as plantas que curam plantas, que curam o solo, que nos curam no mais alargado espectro que direcionam o meu percurso.
São elas as senhoras deste lugar! Sejam plantadas pelas minhas mãos, sejam as espontâneas que teimo em manter, mesmo nos lugares mais inoportunos de uma planificação racional. Juntaram-se a elas algumas árvores de fruto, mas também oliveiras, que crescem tranquilamente. Outras árvores virão, assim como mais arbustos e mais plantas medicinais numa opção de tornar esta quinta um espaço de produção regenerativa, complexificando as relações entre todos os elementos presentes, acima e abaixo do solo... em sintropia!
A renovação é sinónimo de Vida. Por aqui os ciclos percorrem, com o vagar que os carateriza, os seus percursos na roda da Criação. E Assim é 😀